Ministro da Educação quer mais fortalecimento para ensino superior particular

Weintraub tem feito críticas a universidades federais, que tiveram corte de verbas por parte do governo federal

Redação
Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil
Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

 

Enquanto as universidades federais têm sido alvo de críticas e de cortes orçamentários por parte do governo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub tem defendido mais fortalecimento para o ensino superior particular, chegando a indicar que o setor é a prioridade do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na busca pela expansão de vagas.

Weintraub disse que o governo pretende relaxar as regras de regulação de cursos e instituições, mas não detalhou outras ações planejadas pelo governo nesse sentido. A fala do ministro vai ao encontro da agenda do setor privado, defensor da simplificação de regulação.

Abraham Weintraub falou nesta quinta-feira (6) na abertura do 12º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, que ocorre em Belo Horizonte desta quinta até sábado (8). O evento é organizado pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior e reúne mais de 500 participantes, entre proprietários de instituições e grupos educacionais, investidores, pesquisadores e professores.

“Fiz questão de estar aqui. É muito importante pela mensagem. A minha presença, não do Abraham, mas do ministro da Educação do governo eleito democraticamente pela maioria dos brasileiros, de Jair Bolsonaro, tem de ser uma mensagem inequívoca”, disse.

Na palestra, ele ressaltou que acredita que a economia do país voltará a crescer e que setores como o educacional terão grande demanda. “O estado brasileiro, através dos impostos que já são pesados, não tem condição de atender a demanda gigantesca nos próximos anos”, disse. “A mensagem, além da perspectiva econômica, é a profissão de fé do que nós acreditamos nesse governo: claramente um viés liberal da economia, e conservador nos costumes. [Se há] duas pessoas honestas tendo uma relação econômica, seja ela qual for, de livre arbítrio, por que alguém tem que interferir? Qual razão de se ficar criando um monte de regras entre uma pessoa que quer estudar e uma grupo de pessoas que quer ensinar na iniciativa privada?”.

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