Relatora da CPMI das Fake News, Lídice da Mata diz que se sente pressionada pelo governo

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A relatora da CPMI das Fake News, deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), disse que o clã Bolsonaro se esforça para que o assunto não seja investigado e que se sente pressionada pelo governo. Segundo a parlamentar, o colegiado vai apurar as denúncias de que “o governo Bolsonaro é uma fábrica de fake news”, e Carlos Bolsonaro pode ser obrigado a explicar seus métodos no comando das redes do pai.

“Fica cada vez mais a suspeita de que há algo muito estranho no reino da Dinamarca, ou no reino do Brasil, na família monárquica, em que não se pode tratar do assunto fake news”, disse Lídice, em entrevista à revista Época. “Eles assumem o discurso de que investigar fake news é atacar seu governo. E eu respondo: ‘Atacar por quê? Se o governo não tem nada a temer, não tem por que se preocupar’. É muito assustador que o próprio presidente da República diz: ‘Não confiem em tal jornal’. É a tentativa clara de desestabilizar. Você pode até ter uma opinião, mas não pode, no governo, usar a máquina pública para isso. É preciso retomar uma visão republicana sobre o país, sob pena de destruirmos a credibilidade do Brasil”, acrescentou.

A fala de Lídice dialoga com a do presidente do colegiado, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que em recente entrevista ao Política Livredisse que o PSL ‘se auto-sentencia de que tem algo errado’. “O PSL obstrui porque não quer que a CPMI evolua, se auto-sentenciando que tem algo errado. A CPMI não adentrou a questão política das eleições. Queremos investigar perfis falsos usados para depreciar pessoas. Onde que estão esses perfis falsos, que estão prejudicando as famílias. Questão política, se viermos a apurar alguma coisa, vamos encaminhar ao TSE, que o órgão responsável por punir”, declarou.

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